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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

TECNOLOGIA EM UMA SEMENTE E DEKALB!


   


A Monsanto pesquisa e desenvolve variedades de soja, milho, sorgo e algodão adaptadas às diferentes condições de solo e clima brasileiros. Em todo o mundo, a empresa investe anualmente 10% de seu faturamento, ou seja, mais de US$ 800 milhões por ano, em pesquisa e desenvolvimento, para oferecer ao agricultor um amplo portfólio, com produtos diferenciados, de alta tecnologia e com características específicas de cada região.
E, o DESTAQUE DE HOJE, será a DEKALB, para todos conhecerem melhor...

Novas tecnologias são desenvolvidas e disponibilizadas para aqueles que querem extrair o máximo possível a cada safra. Para aqueles que não abrem mão da última inovação, Dekalb é a melhor escolha. O mundo a reconhece como a marca a frente de seu tempo, que rompe as fronteiras da produtividade.
Dekalb oferece hoje o que os outros ainda estão buscando, e pesquisa agora o que os outros pensam ser impossível. Dekalb é para o produtor que não tem medo de testar novos conceitos na busca dos resultados mais desafiadores. Dekalb possui uma larga experiência mundial e detém o que há de mais avançado em biotecnologia.
Dekalb lidera e inspira novos desafios continuamente, tendo como princípio básico a superação permanente, ousando se lançar a frente das missões mais complicadas quando o assunto é oferecer a melhor semente. Dekalb está inserida numa dinâmica de inovação concretizada através do lançamento de sementes com foco em biotecnologia. É a marca pioneira mundialmente no lançamento de tecnologias já consagradas e também das próximas que estão a caminho.
Estar à frente do seu tempo é mais do que uma postura diante da vida. É uma forma de fazer as coisas do seu jeito e ajudar o mundo a se tornar um lugar melhor para todas as pessoas. Afinal, mais tecnologia significa mais produtividade e alta performance. Dekalb não espera por novas soluções e, sim, as constrói. Uma postura de liderança para produtores de ponta.
E por fim, não deixem de assistir ao video!
http://www.dekalb.com.br/video/video.swf

sábado, 6 de outubro de 2012

Os transgênicos na sua vida!





O Brasil já é o segundo país que mais planta transgênicos no mundo (30 milhões de hectares), atrás apenas dos Estados Unidos (69 milhões de hectares).
É uma notícia que pode ser interpretada de diversas maneiras. Com orgulho e satisfação por um grande número de agricultores e cientistas que confiam na biotecnologia molecular como uma ferramenta importante para o aumento da produtividade e a redução dos impactos ambientais da agricultura. Com vergonha e descontentamento por um grande número de ambientalistas, que desconfiam dos transgênicos como algo nocivo ao meio ambiente e às práticas tradicionais da agricultura orgânica e familiar. Com dúvidas e suspeitas pela maioria dos consumidores, que de fato não entende o que é um alimento transgênico, mas, bombardeada com mensagens de terror ao longo dos anos, tende a ver a tecnologia como algo aparentemente perigoso. “Será que estou comendo transgênicos?” Pode ter certeza que sim. “Será que isso vai fazer mal à minha saúde ou ao meio ambiente?” Praticamente todas as evidências científicas indicam que não.
Há muitas razões ideológicas para ser contra os transgênicos. Do ponto de vista científico e econômico, porém, está cada vez mais difícil elaborar um argumento convincente contra eles.
Vamos a alguns fatos …
Os transgênicos atualmente no mercado são alimentos que foram geneticamente modificados para serem resistentes a pragas ou pesticidas específicos. Dito isso, atenção: praticamente tudo que você come é geneticamente modificado, no sentido de que são plantas e animais profundamente modificados de suas formas originais da natureza, ao longo de séculos (ou até milênios) de cruzamento e seleção. São “produtos” inventados pelo homem. Aquela espiga de milho amarelo e suculento que você compra no supermercado, por exemplo, não existe na natureza (o milho selvagem original é um capim que você jamais reconheceria como “milho”). O mesmo vale para o arroz, o feijão, a laranja, a uva, a vaca, a galinha, o porco, e assim por diante. Tudo profundamente modificado pelo homem desde a invenção da agricultura. A soja, por acaso, nem é nativa das Américas, muito menos do quente Cerrado brasileiro. É uma planta nativa de clima temperado na Ásia, trazida para cá, modificada, melhorada e adaptada ao longo de várias décadas de pesquisa pela Embrapa. Não existe soja “natural” no Brasil.
A diferença dos transgênicos atuais é que eles foram modificados com a inserção de genes extraídos de bactérias, e não de plantas (um cruzamento tecnológico que não ocorre normalmente na natureza). A soja RR, por exemplo, tem o gene de uma bactéria que a torna resistente ao herbicida glifosato. O gene “ordena” a síntese de uma proteína, que é sintetizada pelas células e circula pelo organismo da planta, “imunizando-a” contra os efeitos do herbicida. Assim, o glifosato pode ser aplicado sobre toda a lavoura, aniquilando as ervas daninhas, porém sem prejuízo para a soja. A ideia, com isso, é facilitar o manejo da plantação e reduzir a quantidade de pesticidas aplicados sobre a lavoura.
Já o algodão Bt tem o gene de uma bactéria que o torna resistente ao ataque de lagartas. O gene codifica uma proteína que é tóxica para o inseto, que morre ao se alimentar da planta.
Parece assustador, não é? Mas tanto os genes quanto as proteínas em questão são absolutamente inofensivas para os seres humanos. A bactéria Bt, por exemplo, é extremamente comum na natureza e você certamente já comeu milhões delas inteiras na sua vida sem qualquer problema. Tanto que ela é usada como pesticida natural em plantações orgânicas. A diferença no transgênico é que a planta produz a própria “vacina” internamente, em vez de a vacina ser aplicada sobre ela.
Estas e outras plantas transgênicas semelhantes já são plantadas e consumidas por seres humanos em larga escala há cerca de 15 anos, sem qualquer problema (de saúde ou ambiental), em vários países, com aprovação de todas as agências reguladoras necessárias.
Do ponto de vista da saúde humana, simplesmente não há lógica científica para preocupação. Do ponto de vista ambiental, os riscos (por exemplo, desenvolvimento de ervas daninhas ou insetos resistentes) não são exclusivos dos transgênicos – são riscos inerentes à agricultura, que sempre existiram, e que podem ser manejados sem maiores segredos.  Do ponto de vista econômico e comercial, basta dizer que os agricultores brasileiros, americanos, argentinos, etc, não são idiotas. Eles não estão plantando transgênicos por obrigação ou por falta de alternativa. Estão plantando porque querem.
O argumento das campanhas antitransgênicos sempre foi o de que “precisamos de mais testes para ter certeza”. Mas a verdadeira intenção sempre foi proibir os transgênicos e ponto final.
É normal novas tecnologias serem recebidas com receio pela sociedade, especialmente quando elas mexem com coisas “sagradas” como os alimentos ou a reprodução humana. Quando a fertilização in vitro foi inventada, muitos interpretaram isso como algo absurdo … até pecaminoso. Imagine só, produzir um embrião humano “de proveta”, fora do corpo da mulher! Hoje é a coisa mais normal do mundo, e milhões de famílias são gratas por isso.
Quando a engenharia genética começou a ser desenvolvida décadas atrás, também houve muita preocupação sobre seus potenciais riscos, inclusive dentro da comunidade científica. Hoje, microrganismos, plantas e animais transgênicos são usados rotineiramente em milhares de laboratórios e indústrias ao redor do mundo, com segurança, para uma série de aplicações práticas e de pesquisa. Por exemplo, a produção de insulina para diabéticos. Agora, imagine só, botar um gene de bactéria numa planta que a gente come … que absurdo! (como se as plantas não tivessem milhões de bactérias crescendo sobre elas de qualquer maneira, e a gente não tivesse bilhões de bactérias vivendo dentro de nós de qualquer maneira)
Na agricultura, a revolução é um pouco mais recente, mas parece estar caminhando para o mesmo destino. Para sair da categoria do “estranho” e entrar para o clube dos “normais”.
Abraços a todos.

sábado, 26 de novembro de 2011

AGRONEGÓCIO E SEGURANÇA ALIMENTAR, INIMIGOS?



Por André Meloni Nassar

Na semana passada foi realizada a IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que teve como lema "alimentação adequada e saudável: direito de todos". Um leitor desatento certamente veria nesse tema uma proposta a apoiar de olhos fechados. Mas uma leitura mais detalhada, que se propusesse a entender as razões que dão suporte a esse lema, provavelmente levaria vários leitores a ter dúvidas quanto a um apoio irrestrito a ele. Tendo lido com cuidado tais razões, duas perguntas me vêm à cabeça: quais são as motivações dos líderes da formulação das políticas de segurança alimentar no País para fomentarem o debate que afirma que o modelo agrícola brasileiro é uma ameaça à segurança alimentar e nutricional? Essa decisão de colocar como inimiga a produção agrícola que utiliza tecnologia, está integrada aos mercados (nacionais e internacionais) e busca competitividade via ganhos de escala - agronegócio - procede?

Não sei a resposta à primeira pergunta. Mas posso dizer que ela é baseada na crença de que o agronegócio gerou a miséria que ainda existe no meio rural brasileiro. Nessa linha, é o agronegócio que impede o desenvolvimento dos povos tradicionais, indígenas e minorias étnicas que vivem dos   recursos naturais, pois é um modelo baseado em escala - confundida por essas lideranças como monocultura - que concentra terra e, pelo uso de sementes transgênicas e agrotóxicos, promove a destruição da   biodiversidade, de que tanto dependem tais povos. Além disso, segue o raciocínio, o agronegócio não possibilita a emergência e o acesso a tecnologias adaptadas para esses povos e aos agricultores familiares. Paro por aqui antes que eu seja convidado a fazer parte do Consea. E me concentro na resposta à segunda pergunta.

Não se trata de negar que ainda persistam no País situações de insegurança alimentar e que as comunidades onde a insegurança mais predomina são as dos povos tradicionais e indígenas. O problema existe e precisa ser combatido, com ações governamentais e o reconhecimento da sociedade de que a História do Brasil carrega um passivo que precisa ser atacado. Aliás, vale lembrar que muitas outras nações encontram o mesmo tipo de desafio e o estão enfrentando, em muitos casos, de formas diversas das escolhidas por aqui.

É preciso lembrar ainda que, como qualquer economia que ainda tem instituições em formação, problemas de corrupção e definições frágeis de questões-chave, como direitos de propriedade e ameaças à biodiversidade, existem: nas propriedades rurais, nos assentamentos da reforma agrária e nas reservas indígenas. É sabido que o desmatamento e a degradação florestal ocorrem nos três, sem privilégio de culpabilidade para nenhum deles.

Também posso reconhecer sem maiores dificuldades que boa parte da pesquisa agrícola, e tenho muitas e boas razões para afirmar que essa foi uma opção correta, está orientada para desenvolver tecnologias que tornam os sistemas produtivos - via sementes melhoradas, práticas de produção que usam melhor a terra, técnicas de manejo que procuram maximizar o uso dos   insumos, etc. - mais eficientes e com maior   produtividade. Tais pesquisas procuram dar soluções tecnológicas a sistemas produtivos que estão integrados aos mercados, uma vez que estes são caracterizados pela competição e pela tendência estrutural de queda real dos preços dos alimentos. Assim, sistemas de produção de base agroecológica, defendidos como opção correta pela conferência citada, que atendem predominantemente mercados locais e ainda não se mostraram capazes de produzir com eficiência e escala as  commodities comercializadas nos mercados globais, tendem a receber menos atenção dos pesquisadores e das empresas de pesquisa.

Por fim, podemos facilmente verificar que o modelo agrícola brasileiro usa bons contingentes de terra, como o fazem as reservas indígenas e o faria a produção agroecológica se todo o alimento consumido no Brasil viesse desse tipo de agricultura. Usar terra, assim como comprometer a biodiversidade, não é e nunca será exclusividade do agronegócio.

Todas as questões apresentadas têm, ao menos em teoria, soluções. Nenhuma delas, no entanto, emerge do reconhecimento, explicitamente colocado em todos os documentos de suporte à conferência, do papel de vilão do modelo agroexportador brasileiro. Mais do que isso, todas as soluções podem ser idealizadas e implementadas independentemente da existência do agronegócio. Ou seja, embora seja a escolha feita pelas lideranças da segurança alimentar - a de que só o modelo da agroecologia pode garantir segurança e qualidade alimentar no Brasil e, portanto, o agronegócio não beneficia as camadas da sociedade que enfrentam a insegurança alimentar -, a emergência de um não ocorre em detrimento do outro. Somente na cabeça dos formuladores das políticas de segurança alimentar no Brasil é que todos os problemas serão resolvidos se o agronegócio for extirpado.

Trata-se de uma visão ideológica, que confunde o modelo agrícola contemporâneo - aquele que se desenvolveu a partir dos anos 1970 e hoje conhecemos como agronegócio - com a exploração do patrimônio rural do passado histórico brasileiro e tem enorme dificuldade de reconhecer no Estado o grande responsável pelos problemas de insegurança alimentar que perduram no Brasil. São os setores do agronegócio integrados aos mercados globais que estão incorporando, nos seus sistemas produtivos, ações de sustentabilidade e de responsabilidade social. Ignorar esse fato e igualar o agronegócio ao proprietário de terra do passado brasileiro significa apagar a História recente do Brasil em busca de um modelo de meio rural em decadência.

Fonte: http://www.redeagro.org.br/artigo-social/434-agronegocio-e-seguranca-alimentar-inimigos