Mostrando postagens com marcador arroz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arroz. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A versatilidade do arroz


Cientistas australianos e norte-americanos desenvolveram um tipo de arroz geneticamente modificado com altos teores de ferro e zinco. Deficiências desses dois minerais afetam milhões de pessoas em países pobres do mundo. O arroz transgênico contém quatro vezes mais ferro e duas vezes mais zinco do que o grão convencional, segundo Alex Johnson, do Australian Centre for Plant Functional Genomics. A pesquisa contou com o apoio da companhia HarvestPlus, dos Estados Unidos, focada em melhoramento genético de plantas. Os autores da descoberta advertem, no entanto, que ainda levará um tempo para que o arroz rico em ferro e zinco chegue ao mercado. Antes é preciso fazer avaliações no campo e descobrir quais serão os níveis de absorção do ferro pelo organismo humano. Outra interessante pesquisa com ar roz foi feita no Egito. Nesse caso, cientistas do Egyptian National Research Centre criaram um método mais eficaz de produzir papel a partir da palha do arroz. A nova metodologia transforma mais de 65% da palha em polpa para uso na indústria de papel. As tecnologias atuais aproveitam, no máximo, 30% da palha, segundo os pesquisadores. Um estudo de viabilidade da metodologia revelou que a reciclagem dei milhão de toneladas de arroz por ano deverá gerar 100 mil empregos e receita da ordem de US$ 85 milhões. Também evitará a emissão de 85 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, provenientes da queima da palha. A primeira unidade industrial com a nova tecnologia deverá começar a operar no próximo mês em Noubariya, a 120 quilômetros do Cairo.

 Autor: Revista Pesquisa FAPESP

Monsanto oferece bolsa de estudos global para estudos com arroz e trigo

Em seu quarto ano, Programa Beachell-Borlaug incentiva o aumento da produção mundial de alimentos e a preservação de recursos ambientais; pesquisador brasileiro contemplado na última edição está na Europa 

Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Programa Beachell-Borlaug International Scholars, idealizado pela Monsanto em parceria com a Texas AgriLife Research, órgão vinculado à Universidade do Texas. O programa oferece bolsas de estudos para cientistas, melhoristas e estudantes universitários que desenvolvam pesquisas sobre arroz e trigo. O prazo para submissão dos trabalhos é 1º de fevereiro de 2012 e as inscrições são realizadas pelo site www.monsanto.com/mbbischolars.

Por meio do programa, a Monsanto destinará US$ 10 milhões até 2013 a novas pesquisas científicas que envolvam arroz e trigo, duas das mais importantes culturas básicas do mundo. “Temos que desenvolver formas de aumentar a produção agrícola por hectare se quisermos fazer o uso adequado da terra e a correta preservação da biodiversidade. Esse é um dos grandes objetivos do Programa Beachell-Bourlag nas culturas do arroz e o trigo”, afirma Edward Runge, diretor do programa e professor-doutor da Universidade do Texas A&M.

Junto ao apoio financeiro, o Beachell-Borlaug promove um intercâmbio de experiências: caso os selecionados sejam de países em desenvolvimento, como o Brasil, deverão completar seus estudos em universidades na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Europa Ocidental. Da mesma maneira, os pesquisadores selecionados desses locais que receberem o subsídio deverão conduzir pelo menos um período de trabalho em campo em um país em desenvolvimento.

A iniciativa faz parte do compromisso da Monsanto em colaborar para o aumento da produção mundial de alimentos, com maior preservação dos recursos naturais. Arroz e trigo foram escolhidos porque vêm apresentando aumento de produtividade menor que o crescimento de seu consumo por uma população cada vez maior no planeta. Estima-se que essas culturas são a base nutricional de três bilhões de pessoas, principalmente em países em desenvolvimento. Além do incentivo à pesquisa, o programa homenageia Henry Beachell e Norman Borlaug, que foram pioneiros no melhoramento genético de plantas e na pesquisa do arroz e do trigo, respectivamente.

Selecionado em 2010, brasileiro avança em pesquisa nos EUA e Europa

O brasileiro Filipe Luis Sávio, aluno do doutorado direto do programa de pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas na ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), foi um dos selecionados na edição de 2010 do Programa Beachell-Borlaug. Com a bolsa, Sávio está na Universidade de Aberdeen, na Escócia, para realizar estudos em seu projeto para arroz “Mapeamento associativo e desenvolvimento de marcadores funcionais para tolerância ao estresse hídrico”. Até 2014, quando deverá apresentar a tese, o pesquisador também passará uma temporada na Universidade de Cornell, nos EUA.

“O programa permitiu uma valiosa troca de experiência no exterior e deu robustez à pesquisa, sempre visando o uso do conhecimento acadêmico no dia a dia profissional e no incremento da produção mundial de alimentos”, conta o cientista. Além da bolsa, Sávio também participou do World Food Prize – prêmio criado por Norman Borlaug na década de 1970 para premiar pessoas que contribuem para melhorar a qualidade, quantidade ou acesso aos alimentos no mundo – e esteve na sede da Monsanto, em Saint Louis (EUA), onde conheceu a infraestrutura e as pesquisas da empresa na busca de soluções agrícolas sustentáveis que aumentem a produtividade, diminuam o uso de recursos naturais e melhorem a qualidade de vida dos agricultores.